O caminho maniqueu

O estudo da essência do mal.

 
 
 
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O encontro com o Mal no caminho de desenvolvimento do homem moderno.

Palestra apresentada por Marilda Milanese no Espaço Cultural Rudolf Steiner em 29/09/09 em comemoração ao Dia de Micael.

Imagem do arcanjo subjugando o Dragão com a espada ou a lança (instrumentos de ferro) nos vem imediatamente à lembrança. São imagens artísticas que nos foram legadas por artistas do passado que nos mostram que a espada ou o Ferro é uma das armas usadas na luta contra o Mal.
Sabemos da relação do Ferro com as forças de Marte e também relacionada com as forças de Marte está a força da Fala, a força da Palavra ou a força do Logos.
Esta é a arma que pretendo usar nesta palestra, através de um artista brasileiro moderno que soube trabalhar muito bem com este instrumento. Este foi João Guimarães Rosa, cujo centenário de nascimento se comemorou o ano passado (27/06/1908 – novembro de 1967). 
Guimarães Rosa fez da palavra seu instrumento de trabalho e luta. 

“Meditando a palavra, o escritor se descobre a si mesmo. Com isso repete o processo da criação. Disseram-me que isso era blasfemo, mas eu sustento o contrário. Sim! a língua dá ao escritor a possibilidade de servir a Deus corrigindo-o, de servir ao homem e de vencer ao diabo, inimigo de Deus e do homem.” (Entrevista ao jornalista Günter Lorenz).

A máxima expressão desta luta contra o Mal é a obra prima de Guimarães Rosa, o livro “Grande Sertão: Veredas”, publicado em maio de 1956, portanto há 53 anos, o que é muito pouco tempo para obra de tal envergadura. 
Este livro sofre do preconceito de que é “muito difícil” e acredito que esta é uma das formas de atuação das forças adversas na desqualificação de um instrumento na luta contra elas. (Mentira repetida se torna “verdade”).
É uma narrativa de um protagonista a um interlocutor oculto que pode ser o autor / escritor, mas é principalmente o leitor / ouvinte. 
A leitura é facilitada extremamente se for ouvida. 
Especialmente difíceis seriam as primeiras 30 páginas onde se condensa todo o conteúdo do livro e onde já aparece o tema central na forma de uma pequena estória que está toda ela, no meio de um parágrafo. 
Até que ponto os que querem combater o Mal podem chegar, sem se tornarem maus eles próprios?

Até que ponto “querer o bem com demais força já (não) é o mal por principiar?” 

Estória do Pedro Pindó: Mire veja: se me digo, tem um sujeito Pedro Pindó, vizinho daqui mais seis léguas, homem de bem por tudo em tudo, ele e a mulher dele, sempre sidos bons, de bem. Eles têm um filho duns dez anos, chamado Valtêi – nome moderno, é o que o povo daqui agora aprecêia, o senhor sabe. Pois essezinho, essezim, desde que algum entendimento alumiou nele, feito mostrou o que é: pedido madrasto, azedo queimador, gostoso de ruim de dentro do fundo das espécies de sua natureza. Em qual que judia, ao devagar, de todo bicho ou criaçãozinha pequena que pega; uma vez, encontrou uma crioula benta-bêbada dormindo, arranjou um caco de garrafa, lanhou em três pontos a popa da perna dela. O que esse menino babeja vendo, é sangrarem galinha ou esfaquear porco. – “Eu gosto de matar...” – Uma ocasião ele pequenino me disse. Abriu em mim um susto; porque: passarinho que se debruça - o vôo já esta pronto! Pois, o senhor vigie: o pai, Pedro Pindó, modo de corrigir isso, e a mãe, dão nele, de miséria e mastro – botam o menino sem comer, amarram em árvores no terreiro, ele nu nuelo, mesmo em junho frio, lavram o corpinho dele na peia e na taca, depois limpam a pele do sangue, com cuia de salmoura. A gente sabe, espia, fica gasturado. O menino já rebaixou de magreza, os olhos entrando, carinha de ossos, encaveirada, e entisicou, o tempo todo tosse, tossura da que puxa secos peitos. Arre, que agora, visível, o Pedro Pindó e a mulher se habituaram de nele bater, de pouquinho em pouquim foram criando nisso um prazer feio de diversão – como regulam as sovas em horas certas confortáveis, até chamam gente para ver o exemplo bom. Acho que esse menino não dura, já está no blimbilim, não chega para a quaresma que vem... Uê- uê, então?! 

Como combater o Mal sem sucumbir a ele? 
Aqui se coloca um dos pontos fundamentais na questão da luta contra o Mal, a Questão do Conhecimento. Para enfrentar algo é preciso conhecer aquilo de que se trata. 
Não sabemos enfrentar o que desconhecemos ou pior ainda, o que negamos. E aí está mais uma das formas de atuação das forças adversas: negar o espiritual e assim levar à negação de sí mesmas. 
Então é tarefa do ser humano reconhecer o Mal.
Serguei Prokofieff citando recordações de Ita Wegman de uma conversa com Rudolf Steiner:

“Somente seres humanos podem ter um conhecimento dos segredos dos demônios. Os deuses estão na expectativa desses segredos que os seres humanos levarão até eles. Mediante esse sacrifício dos seres humanos oferecendo aos deuses os segredos arrancados dos demônios, o agir obscuro desses demônios é desviado de modo tal que onde prevaleciam as trevas pode brilhar novamente a luz espiritual”. 

O anseio pelo conhecimento do Mal é o que move o personagem Riobaldo a contar a sua história:
“Conto ao senhor é o que eu sei e o senhor não sabe, mas principal quero contar é o que eu não sei se sei, e que pode ser que o senhor saiba”.
O próprio Guimarães Rosa esperava por isso e em carta ao tradutor para o alemão, Curt Meyer Clason, escreve sobre um padre que se propôs a fazer a Demonologia do Grande Sertão, mas que até agora não o fez. 
Nós aqui temos o privilégio de contarmos com a obra de Rudolf Steiner e através dela entender um pouco melhor esta demonologia.
Os seres espirituais relacionados ao Mal são seres atrasados em sua evolução espiritual, ou seja, seres que não realizaram o desenvolvimento da sua individualidade, equivalente ao Eu humano na terra atual, junto com os outros seres da sua própria hierarquia e então ficaram atrasados na evolução. 

Época

Hierarquia

Seres atrasados

Corpo afim no homem

Alma portadora do Eu no corpo afim

Antiga Lua

Anjos

Luciféricos

Astral

Alma da sensação ou dos sentimentos

Antigo Sol

Arcanjos

Arimânicos

Eterico

Alma do intelecto ou racional

Antigo Saturno

Arqueus

Asuras

Físico

Alma da Consciência

Anterior a Saturno

 

Sorat Demônio Solar

Eu individual

 

Na época atual da terra não atuam diretamente nos corpos físico, etérico e astral, mas sim no interior da alma humana portadora do Eu no âmbito de cada um dos corpos essenciais.

Na Antiga Lua atrasaram-se os seres da hierarquia dos anjos que constituem os seres luciféricos. Como nessa etapa da evolução o homem desenvolveu o seu corpo astral, estes seres luciféricos estão mais relacionados com o corpo astral humano.
No antigo Sol os arcanjos que se atrasaram constituem os seres arimânicos e se relacionam com o corpo etérico do homem. 
No antigo Saturno os Arqueus atrasados se tornam seres asúricos e se relacionam com o corpo físico do homem.
A atuação desses seres atrasados ou “espíritos caídos” ou contra poderes, na época atual da terra se dá no interior da alma humana. 
“Solto por aí cidadão, é que não tem diabo nenhum, o diabo vige mesmo é dentro do homem”.
Assim a alma da sensação ou dos sentimentos, que é a portadora dos frutos do trabalho do Eu humano no corpo astral é atingida especialmente pelos seres luciféricos, a alma do intelecto que porta o trabalho do Eu no corpo etérico sofre o ataque especialmente dos seres arimânicos e a alma da consciência portadora dos trabalhos do Eu no corpo físico sofre o ataque dos asuras. 

Corpo astral       alma dos sentimentos         Lúcifer

Corpo etérico     alma do intelecto               Arimã 

Corpo físico       alma da consciência            Asura



Além destas três categorias Rudolf Steiner refere-se a Sorat ou o “Demônio do Sol” que está fora da evolução relacionada ao homem e que ataca o princípio do Eu individual no Cosmo e atua contra o Eu humano através das três outras categorias de contra forças. 
Rudolf Steiner diz que a vivência do Mal no interior da alma humana leva ao estado em que o Cristo possa se manifestar em sua forma etérica, de forma equivalente à sua manifestação física na quarta época pós atlântica através da morte e ressurreição.
Atualmente as forças da morte que naquela época atuavam no interior do homem fizeram um caminho para fora e atuam a partir do exterior.
Na quinta época as forças do Mal atuam no interior da alma humana e a superação destas forças deve se dar através do Cristo etérico, a redenção do Mal através das forças do bem. 

“Assim a partir do Mal, a humanidade da quinta época chegará de uma forma paradoxal, extraordinária, a uma renovação do Mistério de Gólgota” (Steiner, GA 185, 25/10/1918).

Estas vivências extraordinárias aparecem muitas vezes nas reflexões de Riobaldo.
“Quem sabe, a gente criatura ainda é tão ruim, tão, que Deus só pode às vezes, manobrar com os homens é mandando por intermédio do diá? Ou que Deus quando o projeto que ele começa é para muito adiante, a ruindade nativa do homem só é capaz de ver o aproximo de Deus é em figura do Outro?”
Para superar estas forças do Mal o ser humano deve travar uma luta ativa com os seres demoníacos dentro da sua própria alma. Só assim pode ter sucesso uma luta contra os resultados históricos exteriores da atuação do Mal nas almas humanas.
Assim é fabulosa a história do Grande Sertão porque a história se passa simultaneamente no exterior (uma grande luta / guerra de bando de jagunços) e no interior da alma do jagunço Riobaldo.

“A superação das forças luciféricas na alma da sensação apóia-se no verdadeiro auto-conhecimento, no auto aperfeiçoamento. Na medida em que o homem se ocupa em transformar seu orgulho (vaidade, arrogância), suas baixas paixões e apetites (cobiças, ambições) assim como suas tendências amorais, ele vence de modo real os seres luciféricos em sua alma.”  (S.Prokofieff).

A luta de Riobaldo contra os seus sentimentos negativos permeia todo o livro e pode ser muito importante para nós mesmos nos reconhecermos frente a estas situações. Por exemplo: “Aquela raiva estava em mim produzida, era minha sem outro dono, como coisa solta e cega.” 
Riobaldo analisa e tenta caracterizar a qualidade de seus sentimentos em cada momento de sua história.
Para superar as forças arimânicas no âmbito da alma do intelecto o homem deve superar toda a mentira, toda forma de medo e as tendências para o materialismo, através da formação de juízos corretos que possibilitem a realização de um trabalho social conjunto fundamentado em princípios espirituais, ou seja, uma organização socialmente justa ou um estado de justiça social.
Praticar o estudo da ciência espiritual, desenvolver um autêntico conhecimento do espírito que nos permita formar juízos corretos e assim nos contrapor às “autoridades” que dão pareceres e sentenças absolutas sobre todos os temas e ditam as regrar morais e espirituais a partir de fora.
No livro assim se manifesta Riobaldo expressando o sentimento que muitas vezes temos: 
“Tudo, naquele tempo, e de cada banda que eu fosse, eram pessoas matando e morrendo, vivendo numa fúria firme, numa certeza, e eu não pertencia a razão nenhuma, não guardava fé e nem fazia parte”. 
Através da ciência espiritual devemos desenvolver o pensar vivo, o pensar orgânico, que é capaz de superar o pensar intelectual, frio, lógico e calculista, que nos conduz ao materialismo e ao qual é muito difícil se opor se nos contrapomos aos argumentos racionais com o mesmo tipo de pensar. O pensar vivo, do coração, leva ao juízo correto que supera Arimã.
No Grande Sertão, o julgamento de Zé Bebelo e toda a história de Riobaldo que quer lutar e no início nem sabe de qual lado e o tempo todo deve fazer escolhas e tomar decisões que mudam o curso da história.
“E o pior de tudo era que eu mesmo tinha de achar correto o razoado do Ricardão, reconhecer a verdade daquelas palavras relatadas. Isso achei, me entristeci. Por que? O justo que era, aquilo estava certo. Mas, de outro modo- que bem não sei- não estava”
Para se contrapor aos Azuras na Alma da Consciência o ser humano precisa se apossar de sua própria ação em liberdade através da moderna iniciação cristã livre, ou seja, tomar posse da sua liberdade.
É isso que Riobaldo vai fazer na encruzilhada quando chama o demônio por todos os nomes para que venha e faça com ele um trato, se esta é a única forma de vencer a guerra.

Ele quer “vender a alma ao diabo”, mas no fim não sabe se vendeu ou comprou.
“Vender ou comprar são as ações que são as quase iguais”.

Ele chama pelo diabo, mas encontra apenas a si mesmo, passando pelo que parece uma vivência de limiar ou um encontro com o pequeno guardião. 
“E, o que era que eu queria? Ah, acho que não queria mesmo nada, de tanto que eu queria só tudo. Uma coisa, a coisa, esta coisa: eu somente queria era - ficar sendo!” 
Tornar-se livre representa um grande perigo para o homem.
“Viver é muito perigoso” é a frase motivo do livro.
O perigo é que perdendo os “controles externos” para suas ações o homem adquire poder e se não tiver dado corretamente os passos anteriores de controle dos sentimentos e pensamentos e acreditar que tudo se auto determina em si mesmo pode perder o controle sobre si mesmo atuando não de forma livre, de acordo com a sua própria vontade, mas sim obedecendo às forças adversas.
Isto é o que experimenta o Riobaldo depois de tomar o poder no bando de jagunços: 
“...Olhei, eles nem careciam de ter nomes – por um querer meu, para viver e para morrer, era que valiam. Tinham me dado em mão o brinquedo do mundo”.
A questão é sempre se perguntar diante das ações que se quer tomar, de onde provem o poder, e se sou eu que quero ou alguém quer que eu queira.
Isto é o que fez o Riobaldo para poder resistir às tentações de se tornar tão ruim e cruel quanto os inimigos que quer vencer, que se apresentam quando ele “entra dentro da sua liberdade”, de forma análoga à estória do Pedro Pindó,
Rudolf Steiner diz na Filosofia da Liberdade que: Fazer o mal é obedecer o mal dentro de sí e não, ser livre.
“Assim: tu vigia Riobaldo, não deixa o diabo te pôr sela... isto eu divulgava. Aí eu queria fazer um projeto: como havia de escapulir dele, do Temba, que eu tinha mal chamado. Ele rondava por me governar? Mas então, governar pudesse, eu não era o Urutu – Branco, não vinha a ser chefe de nada, coisa nenhuma!”
Estes perigos e tentações que assolam o homem e ainda muito mais o homem livre, que passou pela iniciação, se devem à atuação de Sorat, o Demônio Solar, que age contra o princípio Eu individual no Cosmos.
Neste ponto o ser humano não pode prosseguir sozinho porque o Demonio Solar – Sorat – está além da evolução relacionada ao homem, e o ser humano precisa da ajuda do mundo espiritual. Só pode se contrapor à negação do principio Eu (Não Sou) através do “Eu Sou”, ou seja, através do princípio cósmico do Eu Universal, o Eu do Cristo.
Assim, o homem precisa “deixar de ser” para que o Cristo possa ser através dele. “Não Eu, mas O Cristo em mim”.
A luta contra o dragão (Sorat) é a luta de Micael e muitas vezes os seres humanos são parte desta luta sem saber muito bem porque e como devem lutar, correndo o risco de sucumbir num sentimento de impotência paralisante.
Isto explica um dos maiores enigmas da história do Grande Sertão: o companheiro de luta de Riobaldo, Diadorim.
Diadorim tem características quase sobrenaturais, é um grande lutador com a faca e está sempre ao lado de Riobaldo nos momentos difíceis, mas nunca interfere nas suas decisões.
“Oi, Diadorim belo feroz! Guerreava delicado e terrível nas batalhas... Era o único homem que a coragem dele nunca piscava. Aquilo era de chumbo e ferro.”
“Mas Diadorim, conforme diante de mim estava parado, reluzia no rosto, com uma beleza ainda maior, fora de todo comum. Os olhos – vislumbre meu – que cresciam sem beira, dum verde dos outros verdes, como o de nenhum pasto. E tudo meio se sombreava, mas só de boa doçura. Sobre o que juro ao senhor: Diadorim, nas asas do instante, na pessoa dele vi foi a imagem tão formosa da minha Nossa Senhora da Abadia! A Santa... Reforço a dizer: que era belezas e amor, com inteiro respeito e mais o realce de alguma coisa que o entender da gente por si não alcança.”
Uma das leituras (interpretações) que pode ser feita é a característica de anjo Micaélico de Diadorim.
A luta final contra o personagem Hermógenes, a personificação do mal na história, é vencida por Diadorim que mata o Hermógenes e é morto por ele.
Riobaldo conduz até a luta final, mas quando esta acontece vive uma espécie de transe com perda total da capacidade de ação. Tem uma vivência ou visão de “Nossa Senhora assentada no meio da Igreja” e só recobra os sentidos quando a luta está terminada. 
Rudolf Steiner fala da impotência que leva à vivência do Cristo etérico.
Na conferência Como eu encontro o Cristo: “o ser humano deve ser capaz de passar pelo estado de completa impotência interior em relação às suas melhores aspirações. Sómente fala da verdadeira experiência crística quem pode falar de dois acontecimentos – da impotência e da ressurreição originada nela”.
Depois da luta final Riobaldo aposenta as armas, distribui os bens entre os companheiros, inclusive as terras que herdou do seu padrinho e passa a ter uma vida de reflexão sobre a luta que travou e de reza, oração, e meditação.
“Reza é que sara da loucura. No geral. Isso é a salvação da alma... Muita religião, seu moço! Eu cá, não perco ocasião de religião. Aproveito de todas. Bebo água de todo rio... Uma só, para mim é pouco, talvez não me chegue”.
Entendendo religião como aquilo que religa o homem ao mundo espiritual, podemos compreender a grande ferramenta da luta contra as forças adversas dada por Rudolf Steiner na Figura do Homem (escultura para o Goetheanum) e na metamorfose em palavras do primeiro Goetheanum na Meditação da Pedra Fundamental onde a Alma Humana é chamada em seus três âmbitos (querer, sentir e pensar), onde se apela às hierarquias espirituais superiores para que com a luz do Cristo: “seja para o bem o que nós pelos corações queremos fundar, que pelas cabeças à metas seguras queremos guiar.”



Referencias bibliográficas:
Prokofieff, S. - O encontro com o Mal e sua superação na Ciência Espiritual – Antroposófica 2003
Rosa, João Guimarães - Grande sertão: Veredas

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